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Fotografias de ensaio.

Ficha Artística

Autor | Fernando Mora Ramos
Encenação e dispositivo cénico | Fernando Mora Ramos
Luz | Hâmbar de Sousa
Som | Raquel Capitão
Pano terra | Bartolomeu Gusmão
Figurino de Samuel Nhamatate | Rebeca Vendrell
Interpretação | Fábio Costa, Samuel Nhamatate
Criação de imagem e design gráfico | José Serrão

M/12 | 45m

  • ESTREIA07 de Maio de 2026 | Sala-Estúdio do Teatro da Rainha

HORÁRIO

Dias 7 de Maio | 19H | seguido de concerto de kora pelo mestre Braima Galissá
Dias 8 de Maio | 21H30
Dias 9 de Maio | 17H00

PREÇÁRIO

BILHETE GERAL: 12€
BILHETE ESTUDANTE | SÉNIOR | GRUPOS 5: 8€
BILHETE ESTUDANTES DA ESAD: 4€
BILHETE PROFISSIONAIS DAS ARTES: 5€

    Este trabalho de criação teatral, com texto e direcção cénica de Fernando Mora Ramos, interpretação de Samuel Nhamatate (actor e dançarino moçambicano) e Fábio Costa (actor português) tem um nome: Um corpo estranho dá ao palco. E desenvolve uma ficção cujo princípio de construção resulta de uma escrita refeita sobre os corpos dos intérpretes. Encarando o palco como um universo desconhecido, o estranho que nele dá à costa – um palco são todos os lugares, os imaginados e os reais, os concebíveis e os inconcebíveis – acorda de um pesadelo – vem a correr ininterruptamente a fugir da fome, da miséria e, pior que isso, da guerra. Acordando desse pesadelo – que é a realidade de todos os migrantes – naquele pedaço de palco, a sua dificuldade é reconhecer o espaço como um lugar de protecção.  Não o lendo como aquilo que é, uma página física de escrever ficções através das acções entre os corpos, o estranho vai-se revelando como alguém, com uma história e um passado. O autor da ficção estará em cena também como uma espécie de habitante do palco, de ser único daquela ilha, ele é o ponto, o autor-ponto e vai narrando a história que o “estranho corpo” completa e vai revelando, por vezes intervindo.  Reflexão sobre a condição migrante, esta performance é um libelo acusatório do modo como estas pessoas são tratadas, apenas como se fossem anónimos invasores do conforto dos instalados nos países do grande consumo. Simultaneamente, Um corpo estranho dá ao palco, é uma reflexão sobre os meios do teatro e os contrastes culturais entre os teatros e as culturas de países que, no fundo, se desconhecem. Deste modo o dançarino negro vai tentando perceber que estrangeiro é aquele lugar, na realidade um palco convencional com os seus dispositivos de funcionamento, bastidor, teia, etc., elementos que vai decifrando na sua movimentação de descoberta do lugar. Finalmente, esse modo de se mover para além das convenções ou ignorando-as, dará aos seus gestos um valor e intensidades primordiais.