35 ANOS DE FOTOS DO TEATRO DA RAINHA

CADERNO DE APONTAMENTOS
35 CONTEXTOS CÉNICO-DRAMÁTICOS EM NADA CRONOLÓGICOS

“Quando a imagem de cena captada conta o essencial e parada se move, os corpos observáveis têm aquela potência significante de presença que no vídeo desaparece. É que o teatro se faz de uma sucessão de «paralisias», é uma espécie de paralisia animada. Paradoxo? Sem dúvida. Mas o movimento está também na nossa capacidade analítica de observar sem perder espontaneidade.”
fmr

LIVROS DE TEATRO

As peças que o Teatro da Rainha pôs em cena, e agora co-produz são traduções de autores contemporâneos clássicos e de clássicos.
Deste modo, Pirandello, Beckett, Crimp, Sarrazac e Tabori surgiram como Johannes Von Saaz surgirá. Só desfasados deste tempo, não coincidindo com ele (Agambra), podemos lançar um olhar vivo sobre o que – tudo é memória sob a superfície mutante do real espectacular que sofremos – está coberto dos detritos do presente. No olho do furacão ninguém o lê. Em boa altura a azulcobalto | teatro, da companhia das ilhas, nos abre gentilmente a sua porta. Em boa companhia estaremos, tanto mais que, como a editora, somos uma ilha.

A colecção azulcobalto | teatro é coordenada pelos dramaturgos Rui Pina Coelho e Carlos Alberto Machado.
A série mundo, inaugurada com as peças O Barrete de Guizos e O Homem, a Besta e a Virtude, de Luigi Pirandello, é feita em parceria com o Teatro da Rainha.