• ESTREIA3 de Novembro de 2022 | Sala Estúdio do Teatro da Rainha
  • ApresentaçõesAté 19 de Novembro às 21h30
  • INFORMAÇÕESSegunda a sexta das 9h às 18h | Dias de espectáculo até às 20h | 262 823 302/966 186 871

Peça sobre a brutalidade incompreensível que se gera no quotidiano como se fosse natural, endémica, ou melhor, sócio-genética, aborda com clareza o modo como a irracionalidade galopante a que nos conduz o fluxo de violências que os média amplificam, constante produção de um universo apocalíptico que transborda a sua contenção possível. O que sai disso é uma sociedade desgorvenada e entrópica, sem saída fora de lógicas de agressão, auto-defesa e securitárias, de sociedade policial, militarizada, como hoje podemos constatar no Brasil de Bolsonaro, por exemplo, ou nos apelos da extrema direita em França ou Portugal. Sabemos que há territórios proibidos em grandes cidades, com leis próprias, onde as pessoas nem entram, como por exemplo em Nova Iorque, toda cidade que é depois da avenida 116. É o que sucede em Police Machine, ninguém tem mão nos que na rua fazem dela uma selva, lugar de predadores e vítimas. A cidade, nesta peça, regride para os valores canibais das sociedades anteriores à sedentarização, o antropoceno não é só o desaparecimento da primeira natureza, mas também o modo como as governações, nada resolvem sem uma grande mudança social, preferindo a política do gerir, do menos mau, ao estabelecimento mundializado de um mundo de iguais sem explorações nem hierarquias.

Ficha Artística

TEXTO E ENCENAÇÃO | Joseph Danan
TRADUÇÃO | Isabel Lopes
DISPOSITIVO CÉNICO I Joseph Danan e Fernando Mora Ramos
ILUMINAÇÃO | António Anunciação

INTERPRETAÇÃO | Mafalda Taveira, Marta Taveira, Fábio Costa, Fernando Mora Ramos e Nuno Machado