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Ficha Artística

Encenação | Fernando Mora Ramos
Tradução | José Peixoto e Fernando Mora Ramos com a colaboração de Teresa Gonçalves, Isabel Leitão e José Carlos Faria
Cenário e figurinos | José Carlos Faria
Coreografia | José Correia
Música | Couperin, Marais, Boismortier e tradicional Francesa
Iluminação | José Eduardo assistido por António Plácido
Figurinos | José Carlos Faria assistido por Conceição Marques
Adereços | Teresa Lima
Guarda – roupa | Arminda Constantino
Interpretes | José Eduardo, Isabel Lopes, Victor Santos, Isabel Leitão, Fernando Mora Ramos, José Mora Ramos, António Plácido, José Carlos Faria, Isabel Muñoz Cardoso

Um divertimento sob a forma de um jogo, a máscara de que uns se servem para mentir com sucesso, a incapacidade que outros têm de ler a mentira dos que mentem, o fascínio que os camponeses têm do espectáculo das boas maneiras, um fogo de artifício muito ensaiado ao espelho. A surpresa final, a notícia de que a herança se foi, ao recolocar tudo nas distâncias e posicionamentos sociais anteriores, confere à peça as características de uma experiência: realizadas determinadas condições prévias (a herança, o dinheiro) certas pessoas com relacionamentos de classes precisos, num espaço dado, comportam-se da seguinte maneira. Marivaux faz assim uma operação de cirurgia à própria sociedade, mostrando que a lei do dinheiro impõe um infinito jogo de mentira em que, no fundo, se joga a própria vida. Este anormal estado de coisas constituindo a normalidade da vida em sociedade tira ao homem a possibilidade de realização da sua tendência própria para a bondade de que Brecht fala, séculos depois, na sua “Alma boa”.