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Ficha Artística

Tradução e Encenação | Fernando Mora Ramos
Cenografia e figurinos | José Carlos Faria
Música | Carlos Alberto Augusto
Desenho de Luz | António Plácido
Caracterização | Luís de Matos
Interpretação | António Plácido, Carlos Borges, Isabel Lopes, Jorge Estreia, José Eduardo, Octávio Teixeira, Pedro Ramos, Victor Santos e Vítor Correia

Um jovem médico, destacado para um asilo psiquiátrico instalado num antigo convento, algures nos Balcãs, tem a seu cargo alguns casos de psicose tão interessantes quanto inofensivos. É inverno e tanto psiquiatra como doentes estão entregues à sua sorte, isolados no meio da neve e dos lobos, sem aquecimento, sem comida e sem medicamentos. Vivem acantonados numa única divisão para se protegerem do frio.
A situação é já insustentável quando um avião da ONU, perdido o rumo no meio de uma tempestade de neve, lança ajuda humanitária sobre o convento julgando tratar-se de uma povoação na Bósnia. Os fardos lançados contêm mantimentos e uniformes militares.
A partir desse momento, um dos pacientes, ex-coronel do exército russo, há três anos fechado no mais absoluto mutismo, assume o comando da pequena comunidade transformando-a numa «unidade de combate avançada» disposta a integrar as fileiras da NATO. Os pássaros em migração são, do ponto de vista destes doentes, o meio para estabelecer o contacto com as chefias daquela organização na Europa e os dias passam-se a observar o céu esperando uma resposta.O jovem psiquiatra assiste a esta verdadeira metamorfose incapaz de formar uma opinião sobre as vantagens ou desvantagens clínicas desta nova «realidade» vivida pelos doentes. Até porque o seu percurso pessoal dentro das normas de uma estrita normalidade se lhe afigura agora destituído de sentido. Finalmente, decide abandonar o convento integrando a nova «unidade militar», rumo a Estrasburgo, num velho jeep pintado com as cores da Nato e respectiva bandeira.
Dois ou três anos depois, a pequena comunidade deambula pelas ruas e praças da Europa vivendo das moedas que o seu comportamento excêntrico arranca aos bolsos dos transeuntes. Acredita apesar de tudo que os pássaros são a melhor forma de enviar mensagens e vive de olhos postos no céu…