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Ficha Artística

Tradução | Aires Graça
Encenação | Fernando Mora Ramos
Cenografia | José Carlos Faria
Iluminação | António Plácido
Interpretação | Isabel Lopes

Ella Gericke enviúva após ano e meio de casamento. Sem emprego, resolve adoptar a identidade do marido, Max Gericke, e substitui-lo na firma «Prego e Filhos» como operador de gruas. Vivem-se os anos da ascensão de Hitler ao poder e Ella Gericke arrisca-se aos campos de concentração, sem se descobrir a sua falsa identidade, ou ao alistamento, se insistir em mantê-la. O fim da guerra aplana-lhe essas dificuldades mas não a livra nem do desemprego nem da fome e, ainda menos, da solidão, sobretudo porque nada consegue sanar, no seu foro íntimo, a duplicação do eu: agora não é nem uma coisa nem outra. Perto da reforma, Ella/ Max Gericke rememora alguns momentos do seu percurso, evocando ao mesmo tempo um período doloroso da história da Alemanha.
O tema, já abordado por Brecht na novela «O Posto», que por sua vez se inspira num facto real, é tratado por Manfred Karge de uma forma fragmentária, num compromisso entre o contar e o representar que faz apelo a diferentes tradições teatrais, do monólogo confessional ao universo do cabaret.