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Ficheiro em PDF

Nesta representação o ponto de partida é a instalação do pintor João Vieira, dispositivo cénico e pinturas, inspirados na problemática da morte – e do amor – e nos círculos da descida aos infernos do poema de Dante. No dispositivo concebido pelo pintor João Vieira, Paulo Calatré e António Durães trarão à presença dos espectadores a palavra de Saaz – O Lavrador da Boémia, texto do século XV, escrito na sequência da morte da esposa amada. Reflexão sobre a morte, este poema, em diálogo com as pinturas e, por assim dizer, armadilhado no dispositivo, celebrará a beleza da amada morta na juventude da vida, contrariando assim, através do gesto da criação poética, o gesto destruidor da morte. Não será esse o papel da arte, tentar os impossíveis, rebelar-se contra a Grande Regra? O que é facto é que no texto de Saaz, vive o retrato da amada, já lá vão seis séculos.

Ficha Artística

Tradução | Isabel Lopes
Encenação | Fernando Mora Ramos
Dispositivo cénico, pinturas e figurinos | Pintor João Vieira
Música e design sonoro | Carlos Alberto Augusto
Vídeo | João Pinto
Iluminação | José Miguel Lontro
Assistente de encenação | Octávio Teixeira
Interpretação | António Durães e Paulo Calatré
Voz de Deus (canção) | Isabel Lopes
Margarida (Vídeo) | Cristina do Aido

Co-produção | Teatro Nacional São João, Teatro da Rainha