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Ficha Artística

Tradução | Isabel Lopes
Encenação e cenografia | Fernando Mora Ramos e Paulo Calatré
Música | Carlos Alberto Augusto
Figurinos | Manuela Bronze
Desenho de luz | Nuno Meira
Adereços | Rogério Guimarães
Interpretação | Isabel Lopes, Paulo Calatré, Isabel Carvalho, António Parra, Carlos Borges

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Ficheiro em PDF

Jojo, como todas as crianças, faz o seu mundo, fabrica-o, mais que aceitar o mundo que lhe põem à frente – às vezes as crianças só conhecem o mundo que lhes põem à frente e não chegam a desejar construir um seu. Ao ser servido um mundo acabado, a imaginação, filha da ingenuidade e da atenção, da curiosidade e princípio das escritas, vai-se.
Jojo não consome, constrói e inventa outras coisas com os objectos da casa, é muito pequeno, não anda sozinho na rua. E está a crescer, a fazer-se grande. Faz da casa e em casa esse mundo que ele vê, agindo, manipulando tudo de modo artesão. Por vezes leva uma estalada da mãe: o que é isso de empilhar as cadeiras? E que é isso de um concerto musical com o desmembramento do aspirador?
Jojo é um vanguardista e faz lembrar um jovem Duchamp pois converte os objectos de uso quotidiano em acções artísticas. Será Jojo um performer, geneticamente falando?
Sai à mãe? De quem terá herdado a arte de pôr tudo de pernas para o ar? Mas de pernas para o ar não estará o mundo que nós habitamos? Como podem morrer pessoas a atravessar um mar sem que ninguém as acuda? E como podem as espécies, muitas, estar em extinção? Por exemplo os Pandas, tão simpáticos.
Pois o nosso Jojo é um reincidente e é perdido por agir, por construir ficções. Reincidente? Foi assim que o apelidou o pai dele, o nosso Danan. E para que serve isso? Para encontrar um caminho talvez, o caminho do treino, o caminho dos que não desistem, dos que reincidem. Reincidir é não desistir de voltar a experimentar: Jojo é um experimentalista.