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Ficha Artística

Encenação | Fernando Mora Ramos
Cenografia e Figurinos | José Carlos Faria
Desenho de luz | António Plácido
Colaboração musical | Filipe Rebelo
Interpretação | Isabel Lopes, José Carlos Faria e Victor Santos

Uma feiticeira protesta contra as leis que a impedem de realizar a sua arte. E protesta junto do Rei, o que só o teatro permite. A sua tese é que todo o seu trabalho visa o bem-estar dos maltratados e sofridos de amor. Ela, mais do que uma casamenteira é uma criadora de estados amorosos por via mágica. E que há melhor que o amor? Portanto é uma benfeitora. Será que o Rei se convence? Para provar o que diz monta o seu laboratório em cena e pelas suas artes manda vir um diabo. O diabo que surge fala picardo e vem contrariado pois a feiticeira exerce poder sobre ele e manda-o fazer coisas como a um moço de recados. A sua revolta é latente e bem se vê que estava melhor junto das chamas infernais. A mando da feiticeira traz, por engano, um frade (ela pedira uma fada). O frade é vaidoso, só quando o deixam botar sermão se cala de protestos. No sermão pode ver-se ao espelho, no meio de tanto latim e metáfora. A feiticeira, pelos vistos e pela mão de Gil Vicente fez-se animadora de pista e vai montando números. Para terminar pede ao diabo que não se engane e que desta vez traga duas fadas. Estas chegam e muito coquetes distribuem as cartas para um jogo de sortes. A partir daí é o teatro da corte que se joga.