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Ficha Artística

Tradução | Isabel Lopes e Fernando Mora Ramos
Encenação | Fernando Mora Ramos
Cenografia e Figurinos | José Carlos Faria
Música | Carlos Alberto Augusto
Desenho de luz | António Plácido
Interpretação | Isabel Lopes, Carlos Borges e Victor Santos

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Ficheiro em PDF

As Estação Inexistente – numa estação de comboios, à distância de oito décadas, ocorrem duas histórias diferentes. A primeira, de Pirandello, mostra-nos a fala incontinente de um homem, O Homem da flor na boca, “atirada” angustiadamente sobre o Pacífico Cliente, que perdeu o comboio para as férias no campo onde a mulher e as filhas aguardam. E essa angústia é cada vez mais alucinada. Ao longe uma mulher de preto e lágrimas espreita de vez em quando. O Pacífico Cliente está cada vez mais aterrorizado. Finalmente que flor terá o homem na boca?
A segunda, de Rocco D’Onghia mostra-nos nessa mesma estação e já no século XXI, três criaturas cercadas pela selva sem fim da grande cidade. Dafne, a mulher do turno nocturno vítima de todas as crueldades, Roman, o homem que veio de leste, um quadro qualificado porventura, emigrado na grande cidade e o velho senhor, que persegue com uma doçura obcecada um amor de outrora em terra de ninguém, a Estação Inexistente. E é a noite, essa cúmplice silenciosa, reveladora de destinos ocultos, que juntará estas vidas, no âmago das quais, tão estranhas e vulgares, o espectador é convidado a entrar.