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Ficha Artística

Traduções | Paulo Quintela, José Carlos Faria e Isabel Lopes
Encenação | Fernando Mora Ramos
Cenografia | José Carlos Faria
Iluminação | António Plácido
Direcção e execução musical | Ulf Ding
Interpretação | Isabel Lopes, Victor Santos, José Carlos Faria, Fernando Mora Ramos e Ulf Ding

Danos colaterais é um eufemismo que traduz a inexistência de estatuto humano para aqueles que, por um azar de vida, estavam nos sítios onde as balas dos senhores da guerra os encontraram, ainda a respirar.
É também uma forma de referir a impossibilidade do amor numa sociedade da comercialização de todas as esferas da vida humana.
Danos colaterais pretende chamar a atenção para formas de violência que pareciam pertencer à História e que resultam, hoje em dia, de um desgoverno do mundo assente no unilateralismo americano, no fanatismo islâmico e nos nacionalismos radicais.
Com o avanço científico até a vida eterna parece possível, mas a notícia, a notícia de todos os dias, diz respeito à morte.
Danos colaterais é sobre dois mundos possíveis.
As oportunidades de negócio, de negócio privado promovido por empresas privadas com extensão mundial, a corrida às reservas planetárias de petróleo, engendram conflitos bestiais, que chocam todos, entre nós à distância do écran protector, um muro mais do que uma janela para o mundo.
Danos Colaterais é um Cabaret Filosófico, meio recital, sobre essas duas formas de violência: a das potências e a das criaturas na sua intimidade.
Danos Colaterais é fundamentalmente uma forma de interrogar o mundo, os discursos dominantes e directamente os espectadores que venham ao espectáculo, sobre o estado da vida no planeta, tão primitivo e tão avançado ao mesmo tempo. Não será possível reunir estas duas pontas num mesmo projecto humano?
Danos Colaterais é uma visita a este mundo cão através dos materiais de Brecht e Weill, tão estranhamente actuais e populares a um mesmo tempo.