• DATA13 de Maio de 2022
  • HORÁRIO21:30
  • INFORMAÇÕES E RESERVAS966 186 871 | comunicacao@teatrodarainha.pt
  • MORADASala Estúdio do Teatro da Rainha | Rua Vitorino Fróis - junto à Biblioteca Municipal - Largo da Universidade | Edifício 2 | 2504-911 Caldas da Rainha

Valor da entrada: 10€. Estudantes e mais de 65 anos: 6,00€
Entradas condicionadas aos lugares disponíveis.

Reservas:
Segunda a Sexta das 9h às 18h
262 823 302 | 966 186 871
[RESERVA OBRIGATÓRIA]

Informações:
comunicacao@teatrodarainha.pt
966 186 871 | 262 823 302

CORPSING (1996), é nome genérico do espectáculo que inclui um conjunto de quatro curtas peças num acto: O humor ajuda; À espera de um autocarro; Exercícios de representação e Últimas cenas. Um jogo meta-teatral ancorado no contraste dos opostos que simultaneamente combinam “o absurdamente trágico e o tragicamente absurdo”.
Peter Barnes (1931-2004), dramaturgo e guionista britânico, apresenta uma escrita especialmente caracterizada pelo seu estilo satírico e anti-naturalista. A peça The Ruling Class (1968), que ele próprio adaptou ao cinema em 1972 com a participação de Peter O’Toole, foi um dos seus maiores êxitos como autor.
Admirador de Frank Wedekind, Ben Jonson e Georges Feydeau, Barnes construiu uma escrita original ainda que influenciada pelo teatro isabelino, farsas medievais, drama expressionista alemão ou commedia dell’arte.
A sua peça Red Noses (1985) foi distinguida com o Prémio Laurence Olivier entregue anualmente pela Society of London Theatre, prémio reconhecido internacionalmente como a maior distinção concedida no teatro britânico.
Escritor imaginativo e pouco ortodoxo, combinou sensibilidades dramáticas não convencionais com uma inteligência excêntrica numa mistura discreta com a sátira grotesca e corrosiva, criticando o Parlamento, a Igreja, a educação, o Império Britânico e, particularmente, as classes altas.
Prolífico escritor para teatro, cinema e televisão, trata de temas como a hipocrisia, a corrupção dos privilegiados e dos despóticos, com humor e referências literárias moldando os seus estilos teatrais que vão da tragédia ao teatro de cabaré.
Assumindo sempre uma postura crítica e contra a corrente, a estreia de uma peça de Barnes gerou sempre um acontecimento emocionante; todo o seu trabalho era marcado pela crença apaixonada na ideia de que uma piada, mesmo quando é apenas uma “diversão” da realidade, pode bem ser um instrumento de mudança.
Réplicas consistentes, ágeis e eficazes por detrás de uma abundante invenção com “empréstimos” de Shakespeare, Verdi, Irmãos Marx ou WC Fields, fazem parte do seu universo criativo.
Barnes acreditava no poder subversivo do riso. Ainda que não tenha sido considerado propriamente um dramaturgo em moda, algumas das suas peças foram, no entanto, produzidas pela Royal Shakespeare Company e pela Royal Court. Nos últimos anos de vida, Barnes dedicou-se cada vez mais ao cinema, televisão e rádio. Em 1993 foi nomeado para o Oscar de melhor argumento da Academy Award.

Ficha do espectáculo

TEXTO | Peter Barnes
TRADUÇÃO | Susana Gouveia
ENCENAÇÃO | Gil Salgueiro Nave
CENOGRAFIA, FIGURINOS E CARTAZ | Luís Mouro
CANÇÃO E SONOPLASTIA | Helder Filipe Gonçalves
DESENHO DE LUZ | Fernando Sena
INTERPRETAÇÃO | Sílvia Morais, Tiago Moreira e Victor Santos
OPERAÇÃO DE LUZ E SOM | Hâmbar de Sousa
CARPINTARIA | Ivo Cunha
SERRALHARIA | Ângelo Figueira
COSTUREIRA | Sofia Craveiro
PRODUÇÃO | Celina Gonçalves
VÍDEO PROMOCIONAL E FOTOGRAFIAS | Ovelha Eléctrica

Duração: 90 minutos
Classificação etária: maiores 12 anos