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Ficha Artística

Tradução | Isabel Lopes
Encenação | Fernando Mora Ramos
Cenografia | José Carlos Faria
Figurinos | José Carlos Faria e Isabel Lopes
Música | Carlos Alberto Augusto
Interpretação | Victor Santos, Isabel Lopes, Rui Damasceno, Celino Penderlico e José Carlos Faria

Não se terão conhecido certamente. Valentin, alemão, De Filippo, italiano e O’Casey, irlandês. Poetas do povo. Não no sentido realista socialista, do povo idealizado, com os bícepes erguendo horizontes míticos de esperança sempre adiada, mas do outro povo, o que se divide, que é profundamente imperfeito, maledicente, feio (porco e mau) e que apesar de tudo é também profundamente generoso, terno até. Qualquer deles retira do universo popular, do génio popular, as suas criaturas, ambientes e formas.
Entre a dor e o riso, eis onde se situa o húmus da escritas destes autores, a partir do qual evoluem, para se situarem claramente no riso. O riso sacode o corpo, as maleitas, a tristeza, retira-nos peso, contraria a gravidade, é a arte mais próxima do voo.
Burlesco encadeia quatro histórias, na sua versão integral. Conta portanto quatro situações diferentes. A primeira retracta os humores desavindos de um casal convencional a propósito de uma ida ao teatro. Transportado para o universo de um cómico non sense é o casamento, a instituição matrimonial que sai de rastos. Na segunda, um porteiro actor, visionário, discursa-nos sobre as vantagens de uma sociedade dominada pelo teatro. Na terceira, um outro casal, exibe as regras da sua sobrevivência artística, ele mágico e ela, a sua partenaire, grávida de muitos meses. Na quarta, um terceiro casal, trocando de papéis, mostra-nos como os homens têm alguma dificuldade, no estado actual, em lidar com certos assuntos domésticos…

A Ida ao teatro de Karl Valentin
O Teatro obrigatório de Karl Valentin
Sik-sik de Edoardo de Filippo
O Fim do princípio de Sean O’Casey