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Ficha Artística

Encenação | Fernando Mora Ramos
Tradução | Isabel Lopes e Adélia Silva Melo
Cenografia e Figurinos | José Carlos Faria
Música | Carlos Alberto Augusto
Iluminação | Filipe Lopes e Fernando Mora Ramos
Colaboração Artística | Rogério Guimarães
Interpretação | Isabel Lopes, Victor Santos e Carlos Borges

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Ficheiro em PDF

Ida ao teatro obrigatório são duas peças de Karl Valentim reunidas num espectáculo, a Ida ao teatro e O teatro obrigatório. A brincadeira desta associação prende-se com o modo como os potenciais espectadores, protagonistas de a Ida ao Teatro, um casal com jeito para tudo complicar, se prepara desastradamente para ir ao teatro – essa coisa “chique” para a pequena-burguesia desse tempo, o tal teatro que é objecto de uma humorada reflexão crítica no célebre Teatro obrigatório, texto fundador de uma ideia de política teatral, já que nele se desenvolve a necessidade didáctica do teatro como obrigação tal como acontece com a escola. Se a escola não fosse obrigatória ninguém iria à escola, diz-se na peça.
A estratégia de raciocínio silogístico e literal faz de Valentim o pai de um absurdo burlesco que tem mais de anarquista e vital que de existencialista, causal e aleatório, como é mais próprio de certas escolas do absurdo. Valentim, o seu burlesco anarquista é, na realidade, vitalista.
Nestas duas pequenas peças e num ambiente de “cabaret” o Teatro da Rainha pretende encontrar formas alternativas de fruição do teatro na cidade, procurando uma relação mais próxima e imediata, mais informal, com os cidadãos e a cidade.